Lua Cheia em Sagitário – Instintos Lúcidos – 09/jun/2017 10h11br 13h11ut

Por Aline Camargo, Agente 76

Você já teve aquela sensação de estar numa velocidade imensa e de repente se apresenta um profundo canyon a sua frente? Há duas formas de lidar com esse inesperado: numa a possibilidade de cair infinitamente até tocar o chão, noutra, você freia, existe um instinto ainda que te toca, seu estômago e coração param na boca, seu corpo balança e você ganha da inércia.

Esse dia tem sua localização em nosso espaço: dia 09/06/17 às 10h11 (br) e 13h11 (ut), com a Lua Cheia em 18°54’ Sagitário, conjunta a Saturno e em quadratura com Netuno em Peixes.

O Sol lá em Gêmeos também em quadratura com netuno e em oposição com Sagitário faz sua parte na Lua Cheia, iluminando sua face e ao seu lado, Saturno.

Lua Cheia é o ápice, é o corpo que se transforma em imenso, deixando as sensações, instintos, fluxos em cheia. Não a um só instante da natureza que não se comporte em cheia, preparando a vazante.

Saturno se apresenta, uma de suas facetas é indicar o tempo e se esse tempo, por exemplo, será de dificuldades ou não. Saturno estará em oposição ao Sol em Gêmeos, conjunto à Lua e a realidade fria e seca que se apresenta – o que não tem estrutura ou maturidade para permanecer, cai.

Desmorona, se decompõe, desnatura, desmascara, causa quebra e o início deve se apresentar como tempo em força para recomeçar. As relações são assim, sejam elas íntimas ou não, por sociedade ou quem manda mais, as relações estão sujeitas aos movimentos da natureza, seja a interna ou a externa…

E Netuno ali quadrando Sol e Lua, dando espaço para que o tapete seja levantado e pendurado ao vento. Penso em Netuno também como candeeiro, um instinto que também leva além, que provoca o interno, enjoa, causa frio, mas quando se desfaz, deixa suas gotas espalhadas feito lembrança ou caminho a seguir, também pode ser um despertar da pele.

Muitos encontros e uma Lua Cheia, amadurecimentos e decomposições, se deixar um pouco o micro e pensarmos no macro, esse encontro tem a potência de causar um levante, de mexer com o povo e deixar que ele provoque a mudança. Como também deve se permitir o levante singular.

Se há relações que estão por esse fio condutor temos no dia nove com a Lua Cheia para tomarmos corpo para derrubarmos estruturas, o tapete já está meio corpo em pé. O vento se apresenta dando eco as vozes que não cabem mais em nosso entorno.

Lua Cheia da foice e da face que não se esconde, da verdade escancarada e a queda do que não mais se sustenta.

Por Aline Camargo, Agente 76

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